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Monitorando custos de pintura

28 de maio de 2021 0
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O presente artigo é uma republicação da Orientação Técnica, (o original foi publicado na Revista Tratamento de Superfície,  edição 77, maio/junho de 1996 – páginas 8 e 9).

 

Um dos maiores desafios na atualidade de todos os executivos brasileiros, é o de manter seus negócios competitivos através de produtos e serviços diferenciados , com alto valor agregado e baixo custo. O  caminho está em controlar os custos variáveis e reduzir os fixos através de operações unitárias mais eficientes.

Em um setor de pintura deve-se combater ao máximo o desperdício, antes de qualquer estudo de redução de custos. O desperdício representa em média  20% das receitas líquidas de uma organização. Êste é eliminado associando processos estáveis e capazes com equipamentos eficientes operados por pessoal habilitado e motivado.

Satisfeitas estas condições, podemos refinar nosso processo observando algumas das variáveis que no dia a dia não as correlacionamos com produtividade e menores custos. Como cita Richard Whiteley, não há desperdício mais trágico do que o retrabalho. Seu custo conforme estudos feitos pela IBM, são 50 vêzes maiores que o trabalho feito pela primeira vez.  Sendo assim, tomamos para exemplificar, uma linha convencional de fosfatização e pintura à spray, a qual faremos algumas considerações que poderão auxiliá-lo na melhoria do seu negócio: 

– Produção:

Otimizar as gancheiras, verificando o posionamento das peças, com a velocidade ideal dos transportadores, afim de manter o processo o mais constante possível, possibilitar-se-á um aumento na produtividade com uma melhor utilização da mão de obra, produtos químicos e energia.

– Pré-Tratamento:

O consumo dos insumos nesta etapa é uma das variáveis mais importantes no menor custo desta operação. Para tanto deve-se manter os parâmetros  físico-químicos dos estágios de fosfatização dentro do especificado, entre os quais a concentração dos banhos, a temperatura de operação; o fluxo e atomização de produto químico sobre as peças; a eficiência de lavagem e o arraste de soluções entre estágios, sendo que tudo isto contribuirá para a redução dos custos e também  manterá  constante a qualidade do pré-tratamento.

Associa-se à estas medidas, a  melhor drenagem de água empossada  na peça após esta etapa e conseqüente economia de ar comprimido e energia para a secá-las em estufa.

– Cabine de Pintura:

Assumindo que a cabine foi bem projetada, podemos balanceá-la utilizando fluxo, velocidade e volume de ar adequados, acrescidos de algum controle da temperatura e umidade ambiente, resultando em  peças melhor pintadas. Cuidados especiais deverão ser tomados reduzindo a temperatura das peças que entram na cabine, bem como sujeiras ou graxa caídas dos transportadores , o que  também reduzirá  posteriores retrabalhos.

– Equipamento de Pintura:

A regulagem do revolver de pintura, é fundamental para diminuir desperdícios, empoeiramentos, escorrimentos, e posterior retrabalho. Isto é obtido controlando-se o fluxo , pressão e tipo de  atomização, tudo aliado ao correto posicionamento e distancia do operador com o objeto. A qualidade do ar comprimido é  também de fundamental importância neste estágio do seu processo.

As demãos de tinta para cobrir áreas de difícil acesso, deverão ser mínimas, para evitar a sobreposição de tinta o que acarretará em defeitos provocados por espessuras de tinta seca não uniformes, fervuras, escorrimentos, etc. Se mantivermos a velocidade da linha constante, as condições de flash-off e cura estarão ajustadas, não acarretando outros defeitos no filme de tinta e a conseqüente necessidade de modificar a viscosidade ou tipo de diluente usado.  Se a estufa, estiver perfeitamente balanceada, utilizando o ciclo de tempo e temperatura corretos, diminuirá o desperdício de energia , como também o refugo de peças.

Finalizando devemos ter em mente que não se está pintando tinta sobre metal, madeira ou qualquer outro tipo de material, mas sim  aplicando um revestimento orgânico sobre um pré-tratamento inorgânico. Sendo assim, para se obter um objeto com bom aspécto, bem protegido contra a corrosão, com boa aderência e propriedades mêcanicas, deve-se procurar obter uma boa compatibilidade entre os dois sistemas e  só assim teremos a certeza de estarmos  executando um serviço de primeira.

FONTE:
PORTAL TS

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