Mobilidade elétrica exige tecnologias de geração de energia limpa

Alexandre Moana falará sobre o assunto durante a Ecoenergy que acontece em maio em São Paulo

São Paulo, março de 2019 -Alternativas de transporte menos poluentes, auto suficientes energeticamente e que não estão sujeitas a variação do preço dos combustíveis é algo que estimula a imaginação de muita gente. Afinal, os veículos são os principais responsáveis pela poluição do ambiente. Já circulando em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, veículos elétricos cumprem, à primeira vista, a função de reduzir a poluição. No entanto, a questão ainda é bastante controversa.

Para o presidente Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Alexandre Moana, é preciso ter uma matriz energética baseada na produção de energia limpa para atestar a eficiência dos veículos elétricos. “Podemos apenas estar transferindo a produção de poluição do motor do carro para as usinas geradoras de eletricidade, como é o caso da unidades que usam carvão ou diesel”, explica.

Alexandre, que falará no dia 22 de maio, às 10h45 sobre “Impactos na alavancagem da mobilidade elétrica” durante o IX Congresso de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia, que acontece durante a Ecoenergy – Feira e Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para Geração de Energia, entre os dias 21 e 23 de maio, em São Paulo, lembra que o Brasil tem a melhor solução para a mobilidade elétrica na atualidade. “Hoje podemos falar em carros híbridos que podem ser movidos tanto a etanol como eletricidade, dois combustíveis que representam menos poluição”, afirma. “Enquanto isso, outros países ainda discutem as melhores alternativas, que devem vir somente daqui a 50 anos”.

Crítico do carro exclusivamente movido a eletricidade, Alexandre lembra que a própria geração de eletricidade tem ganhado outras soluções.

Energia solar
Dentre diversas soluções, o carro equipado com células fotovoltaicas, ou seja, que utilizam a energia solar para gerar eletricidade, ainda é um sonho. Alguns projetos foram desenvolvidos, mas Alexandre não vê possibilidade de torná-los viáveis no curto prazo. “A área para instalação de placas nos carros não é suficiente para garantir a energia necessária”, garante.

A saída pode ser a encontrada por pesquisadores da Universidade de Santa Catarina. Eles desenvolveram um ônibus com baterias alimentadas somente com energia solar. “Mas a geração não é feita através de placas instaladas no veículo”, lembra o presidente da Abesco.

O ônibus faz um trajeto relativamente simples, de 25,3 quilômetros, entre dois campi da UFSC, no Sapiens Parque, em Canasvieiras, e o Campus Central. E as baterias são carregadas com eletricidade gerada por células fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa da UFSC. “Essa pode ser uma saída. Instalar placas solares que farão a captação da energia e a armazenagem. E as baterias seriam carregadas nesses locais. Assim, teríamos energia elétrica sem produzir poluição”, afirma Alexandre.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor de energia elétrica em hidroelétricas, consideradas não poluentes. Mas o percentual da participação dessas usinas na matriz energética do país tem caído. Em outros países são usadas as termoelétricas, na grande maioria movidas a carvão e óleo diesel, que são altamente poluentes. “O uso de combustível fóssil nos veículos é mais eficiente do que na geração de eletricidade. Portanto, gera menos poluição”.

“Durante a Ecoenergy vamos levar essa preocupação com a busca de produção de energia elétrica não poluente que possa ser a solução para a mobilidade elétrica”, diz Alexandre.

Serviço:
Ecoenergy 2019
Data: 21 a 23 de maio
Horário: 13h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP
http://feiraecoenergy.com.br/16/

Sobre a Cipa Fiera Milano

A Cipa Fiera Milano, filial brasileira da Fiera Milano, um dos maiores players de feiras e congressos do mundo que a cada ano atraem aproximadamente 30 mil expositores e mais de cinco milhões de visitantes, tornou-se sócio majoritário da Cipa do Brasil em 2011, dando origem à Cipa Fiera Milano. No Brasil, são realizadas nove feiras que representam os mais diversos segmentos da economia, como segurança, energias limpas e sustentáveis, tubos e conexões, cabos e fios, saúde no trabalho, tratamento de superfícies, esquadrias, tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, entre outras. Entre as principais marcas do portfólio estão Exposec, Fisp, Fesqua, Ebrats, Ecoenergy e Reatech.

Fonte: Negócios em Foco . | .Portal Ubrafe

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