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Empresas iniciam campanhas pró-vacina, de olho na recuperação dos negócios

26 de janeiro de 2021
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Setores econômicos diretamente afetados pela pandemia saíram na frente e resolveram iniciar campanhas próprias de incentivo à vacinação em massa. Empresas e associações de restaurantes, hotéis, construção civil e comércio se movimentam para reforçar a confiabilidade nos imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para estimular a adesão do público em geral à vacinação.
 
Os empresários relatam preocupação com a atitude do governo, com questionamentos do presidente à eficácia da vacina, e dizem que ela é fator crucial para a retomada de seus negócios, além de uma questão social.
 
Uma das primeiras a tomar iniciativa formal foi a Abrasel, associação de bares e restaurantes, que lançou a campanha “Vacina: eu confio”.
 
Ela abrange vídeos e cartazes com cerca de mil personalidades em todo o país como chefes de cozinha, empresários e personalidades com declarações de estímulo à vacinação.
Há peças com o chef Alex Atala, com o proprietário da rede de restaurantes Paris 6 e o presidente da Ambev, Jean Jereissati, também deve participar.
 
Restaurantes e redes afiliadas são estimuladas a postarem as peças em suas redes sociais. O setor tem cerca de 1 milhão de estabelecimentos.
 
— O setor precisa superar essa crise econômica e de saúde pública. A vacina é a solução definitiva. Há pessoas que têm dúvidas ou estão mal informadas ou mal conduzidas por visões ideológicas que distorcem a realidade — afirma Paulo Solmucci, presidente da entidade.
 
Ele diz temer o aumento da resistência ao imunizante:
 
— Tem a visão do presidente no sentido contrário (que questiona a eficácia), corremos um risco quando nos posicionamos. Mas vale a pena porque é dever social, não podemos nos omitir.
 
A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) tem duas campanhas engatilhadas para esclarecer dúvidas e conscientizar quem trabalha no setor sobre a importância da vacina para a própria saúde e para a retomada da economia. A ideia é usar redes sociais e influenciadores.
 
— Pretendemos fazer uma campanha voltada para hóspedes em geral e outra focada em nossa rede de hospedagem e terceirizados, para falar da importância que a vacinação traz para a normalidade do convívio e para a economia volta a circular — afirma Alfredo Lopes, presidente da associação.
 
Efeito cascata na economia
 
O Sistema Fecomércio RJ está criando uma campanha para seus cinco mil colaboradores no Estado do Rio, que deve ser veiculada nas redes sociais entre fevereiro e março, a depender do calendário de vacinação.
 
— As vacinas servem como gatilho para o otimismo com dias mais próximos da normalidade. Há demandas represadas, investimentos congelados, planos adiados que podem, enfim, voltar a ganhar fôlego. Isso vale tanto para aberturas de capital na Bolsa e para o pequeno comerciante, que tinha planos de expansão e, óbvio, preferiu não arriscar em 2020 — afirma o presidente da entidade, Antonio Florencio de Queiroz Junior.
 
O coordenador da Sondagem do Comércio do IBRE-FGV, Rodolpho Tobler, destaca que a vacinação em massa é fundamental para aquecer setores como o serviço e o comércio.
Contas em atraso: Inadimplência volta a subir, principalmente entre pequenas empresas.
 
Segundo ele, é um efeito cascata, pois, com mais pessoas imunizadas, aumenta a circulação e o consumo, o que impacta desde a produção na indústria ao mercado de trabalho, que passa a demandar mais mão de obra.
 
— O destravamento da economia acontecerá à medida que o número de casos diminuir e as pessoas se sentirem seguras para sair de casa. As empresas e os governos locais estão com o papel de ajudar na conscientização dos funcionários e da população. O empresariado acaba assumindo este lugar porque erradicar o vírus afeta a saúde do trabalhador e a própria empresa.
 
Portugal: Quer viver, trabalhar e empreender? Confira os incentivos para você fazer isso no interior.
 
No setor da construção civil, um grupo de 21 entidades divulgou nesta semana um manifesto em que critica a falta de diálogo entre os Poderes.
 
“Precisamos da urgente imunização coletiva contra a Covid-19, com todos os tipos necessários de vacinas, para tranquilizar a população e acelerar a retomada econômica”, diz o documento.
 
Políticas de estado
 
“Os Poderes devem estar voltados à política de Estado e não de governo, orientados para o que é de inegável interesse público e não meramente corporativo ou político”, afirma o manifesto, que defende a manutenção do teto de gastos, privatizações e concessões de ativos à iniciativa privada.
 
Algumas entidades que assinam o documento pretendem fazer suas próprias campanhas. É o caso da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
 
— É um sinal do empresariado de preocupação com a condução dos processos nas áreas política, econômica e na saúde pública — diz Carlos Eduardo Lima Jorge, vice-presidente da CBIC.
 
Ele continua:
— A gente quer vacinação em massa, do maior número de pessoas e no menor prazo possível. Vamos fazer campanha para romper com a politização lamentável da vacina e da pandemia, que tem como efeito o negacionismo.
 
No Secovi-SP, a campanha deve se iniciar nos próximos dias, segundo o presidente da entidade, Basílio Jafet:
 
— Queremos estimular não apenas associados, mas o público em geral a a participar da vacinação, falando de responsabilidade coletiva.
 
Setor de máquinas: sem vacina, sem retomada
 
A Abimaq, que representa a indústria de máquinas, pensa em fazer campanhas no futuro, segundo o presidente da associação, José Velloso:
 
— Sem vacinação em massa, o mundo e o Brasil não se recuperam. Quando a vacina estiver disponível e chegar a hora do brasileiro sem comorbidade, pretendemos fazer peças de estímulo à vacinação.
 
A empresa de aluguel de equipamentos de TI para escritórios, Simpress, está presente em vários estados, com mais de 1.800 funcionários, e já iniciou uma campanha explicando a importância da vacina através de um vídeo, o qual foi enviado pelos canais de comunicação interna.
 
O diretor de marketing, Paulo Theophilo, conta que serão feitos outros vídeos e manuais daqui para frente sobre o assunto.
 
— No primeiro vídeo, ressaltamos os pontos positivos de cuidar do coletivo, e não apenas de si, e que quanto mais tempo demorar para todos serem vacinados, mais tempo levará para voltarmos ao normal. Quanto mais demorar a vacina, pior, porque ela não aquece o mercado no ponto adequado.
 
Já a empresa de laminados e reciclagem de alumínio Novelis Inc. está em uma campanha mundial com seus mais de 15 mil funcionários em nove países.
 
No Brasil, será realizada no próximo dia 4 uma transmissão ao vivo com médicos da empresa e profissionais da saúde para repassar informações essenciais sobre a vacina e para o esclarecimento de dúvidas dos colaboradores. Também, estão reforçando o tema entre a liderança.

02 – Presidente do Ipea recebe críticas da indústria ao propor desindustrialização

 
Causou indignação na indústria de transformação a entrevista dada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos von Doellinger, ao Valor Econômico em que o economista defende a desindustrialização do Brasil ao sustentar que atividades de manufatura, com exceção do beneficiamento de recursos naturais, não são o melhor caminho para o País.
 
As declarações foram mal recebidas em grupos organizados que reúnem representantes de setores industriais, com alguns deles já defendendo, embora sem ainda mobilizar a maioria, que uma resposta institucional seja endereçada a Brasília.
 
Em geral, o comentário de Doellinger foi lido como uma opinião particular – dissociada do discurso de reindustrialização manifestado a empresários pelo comando da equipe econômica -, mas que não pode ser menosprezado por vir de um órgão com grande influência na formulação de políticas públicas.
 
“Estamos assistindo a uma discussão estéril que despreza um ativo valioso do País. É como se os industriais fossem um bando de idiotas que dependem de subsídio para sobreviver”, comenta Fernando Pimentel, presidente da Abit, entidade que representa a indústria têxtil nacional.
 
“Eu sou fã da agropecuária e tenho orgulho da posição do Brasil no mercado internacional de commodities agrícolas, mas o setor agrícola não será sozinho capaz de tracionar a economia brasileira”, acrescenta o executivo.
 
Na entrevista publicada na terça-feira pelo Valor, Doellinger defendeu que o Brasil priorize setores onde tem vantagens comparativas – casos de agronegócio, mineração e energia – e citou a Austrália como exemplo, por o país ter decidido há mais ou menos 15 anos acabar com a indústria de transformação para dar foco a sua vocação na produção de minérios e agropecuária, tornando-se também uma potência em serviços e tecnologia.
 
“Se isso fosse uma verdade, Japão e Coreia do Sul, que são países industrializados, não seriam economias desenvolvidas”, rebate José Velloso, presidente da Abimaq, associação da indústria de máquinas e equipamentos.Segundo Velloso, reduzir a indústria a setores em que há vantagem comparativa por abundância de recursos naturais, como sugeriu o presidente do Ipea, significaria desmontar parques de capital intensivo num País que investe pouco. “Se a gente fizer um estudo de impacto disso, certamente o saldo será negativo”, afirma.
 
Para Pimentel, a sugestão de Doellinger remete à criticada política de “campeões nacionais” de governos petistas, na qual empresas eram selecionadas para competir no mercado internacional por meio de financiamento público. A diferença é que agora a abordagem seria setorial.”É mais ou menos a mesma coisa quando o governo define os setores que devem ou não ser protagonistas da área industrial”, assinala o presidente da Abit.

 

03 – Decreto em São Paulo aumenta de forma ilegal tributos de máquinas, equipamentos e insumos agrícolas

 
O projeto de lei 529/20, que tramitou na ALESP, o qual tratou de medidas voltadas ao ajuste fiscal e ao equilíbrio das contas públicas no estado, foi sempre objeto de discussões acerca da sua duvidosa constitucionalidade/legalidade.
 
Apresentado pelo Executivo em agosto de 2020, teve como base estudos da Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão e tramitou em caráter de urgência. No estudos da Sefaz constava que era “necessário fazer uma redução dos benefícios fiscais relacionados ao ICMS”, bem como que “a proposta equipara a benefício fiscal, por ter o mesmo efeito, a fixação de alíquota em patamar inferior a 18% (dezoito por cento)”, e por fim, menciona “que o Convênio ICMS 42/2016 autoriza os estados e o Distrito Federal a criar condição para a fruição de incentivos e benefícios no âmbito do ICMS ou reduzir o seu montante.”
 
E assim nasceu o ajuste fiscal que culminou com a conversão na Lei Estadual nº 17.293/20. Porém, muito mais que o enfrentamento jurídico da lei que autoriza o governador a renovar os benefícios fiscais; reduzir os benefícios fiscais na forma do Convênio nº 42/2016, do CONFAZ, e equipara benefício fiscal a alíquota em patamar inferior a 18%, temos que analisar os decretos estaduais que vieram e avaliar se estão ou não com vício de legalidade.
 
É evidente que caberá a cada setor avaliar a situação que se enquadra em termos de benefícios fiscais do CONFAZ, se estão diante de Convênios autorizativos ou impositivos.
 
A regra constitucional determina que competirá à lei complementar “regular a forma como, mediante deliberação dos estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos fiscais e benefícios fiscais serão concedidos e revogados”. E essa lei complementar é a nº 24/75. Os convênios são celebrados em reuniões no âmbito do CONFAZ e a concessão de benefícios fiscais depende da deliberação unânime dos estados, e sua revogação total ou parcial dependerá do voto favorável de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes.
 
Outro ponto diz respeito à natureza dos convênios, se impositivos ou autorizativos. Os convênios impositivos são aqueles que possuem normas de caráter imperativo, claro que tomadas em reunião CONFAZ e que obrigam a todas as unidades da federação, nos termos da LC 24/75. São internalizados por ato do Executivo não podendo tais entes modificar ou suprimir no todo ou parte, pois dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes no CONFAZ e não por meio de decreto do chefe do poder executivo estadual ou do distrito federal.
 
O Convênio CONFAZ ICMS nº 52/91, concede redução da base de cálculo nas operações com máquinas e equipamentos industriais e máquinas e implementos agrícolas e determina de forma impositiva a redução de base de cálculo nas operações interestaduais. O Convênio CONFAZ ICMS nº 100/97, concede redução da base de cálculo nas saídas interestaduais de insumos agropecuários.
 
Esses convênios são importantes para a indústria compradora desses bens de capital, inclusive a agroindústria como forma de incentivar a cadeia produtiva como um todo situada em vários estados. O Decreto Estadual nº 65.254/20, dá nova redação aos artigos 9º, 10 e 12 do Anexo II do RICMS/SP, em assim o fazendo, revoga parcialmente benefícios fiscais que foram concedidos no âmbito do CONFAZ (Convênios ICMS nº 52/91 e nº 100/97), ambos relacionados com a redução de base de cálculo de operações interestaduais e aumenta a carga tributária nessas situações, por isso passíveis de questionamento, eis que em descompasso com a própria Lei Estadual nº 17.293/20.
 
Ao aumentar, de forma ilegal, a carga tributária nas operações interestaduais, o Governo do Estado de São Paulo prejudica diretamente as indústrias fabricantes de máquinas, equipamentos e implementos industriais ou agrícolas, bem como os fabricantes de insumos agropecuários uma vez que retira a sua competitividade em relação às indústrias estabelecidas em outros Estados.
 
Acreditamos que esta não tenha sido a intenção do Governador.
 
O Convênio ICMS 42/16, que serve de lastro para a Lei Estadual nº 17.293/20, apenas autoriza os estados e o Distrito Federal a criar condição para a fruição de incentivos e benefícios no âmbito do ICMS ou reduzir o seu montante em operações internas, jamais em operações interestaduais. Tanto isso é verdade que a própria lei estadual no seu artigo 22, § 1º, afirma que para todos os efeitos, equipara-se a benefício fiscal a alíquota fixada em patamar inferior a 18%, ou seja, são operações internas!
 
Assim, a Lei Estadual nº 17.293/20, ao se referir ao Convênio 42/16, somente poderia autorizar o Executivo a tratar de redução de incentivo ou benefício fiscal em operações internas, ou seja, quaisquer Decretos Estaduais que venham a reduzir benefícios fiscais decorrentes de saídas interestaduais são ilegais.
 
Luiz Silveira
 
Advogado tributarista em São Paulo. Sócio do escritório Luiz Silveira Sociedade de Advogados.
 
Consultor Jurídico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas eEquipamentos – ABIMAQ. Foi membro do Comitê de Assuntos Tributários da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica – ABCE. Foi Coordenador do Jurídico da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Foi Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo – TIT. 
 
Especialização em Administração de Empresas e Administração Financeira pela Fundação Getúlio Vargas – FGV/SP. Experiência consultiva e contenciosa nas áreas de direito tributário e empresarial.
 
Caio Cesar Braga Ruotolo
 
Advogado tributarista em São Paulo. Associado do escritório Luiz Silveira Sociedade de Advogados. Membro do Conselho de Assuntos Tributários da Fecomércio em São Paulo. Foi Coordenador Jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Foi membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/SP (2017/2018) e da Comissão de Assuntos Fiscais da CNI (2014-2020). Pós Graduado com Especialização em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Direito Constitucional pela Escola Superior de Direito Constitucional e em Gestão de Recursos Humanos. Experiência consultiva e contenciosa nas áreas de direito tributário, empresarial, ambiental, aeronáutico e crimes contra ordem tributária.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

01 – Dólar cai abaixo de R$ 5,25 após Copom e de olho em estímulos nos EUA

 
O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (21), em meio à fraqueza generalizada da divisa norte-americana no mundo por esperanças de um grande plano de estímulo nos Estados Unidos e com o mercado digerindo a sinalização de política monetária do Banco Central do Brasil após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido a taxa básica de juros em 2% ao ano, como o esperado.
 
Às 9h36, a moeda norte-americana caía 1,29, a R$ 5,2445. Na mínima até o momento recuou a R$ 5,5320. Veja mais cotações.
 
Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 0,61%, a R$ 5,3128. No mês e no ano, passou a acumular avanço de 2,42%.
 
Cenário global e local
 
No exterior, republicanos do Congresso dos EUA indicaram que estão dispostos a trabalhar com o novo presidente Joe Biden na prioridade de seu governo, um plano de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão, mas alguns se opõe ao valor.
 
Os investidores aguardam nesta quinta a decisão de política monetária do Banco Central Europeu em busca de pistas sobre a saúde econômica da zona do euro.
 
Já os preços do petróleo recuavam, após dados da indústria terem mostrado um inesperado aumento nos estoques de petróleo nos Estados Unidos.
 
No Brasil, o Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada em 2% ano ano, a mínima histórica, e anunciou o fim do chamado “forward guidance”, a orientação futura que indica a manutenção dos juros respeitando certas condições, o que na leitura do mercado aponta que o BC deixou a “porta aberta” para uma alta na taxa de juros nos próximos meses.
 
Na cena doméstica, as atenções seguem voltadas ainda para os percalços para o avanço da vacinação contra o coronavírus no Brasil.
 
A percepção de que a imunização contra a Covid-19 no Brasil será lenta e sujeita a reveses tem elevado receios quanto à força da recuperação da economia e alimentado temor de criação de novas despesas para fazer frente à pandemia.
 
O mercado tem monitorado com atenção também a campanha por eleição na Câmara e no Senado para calcular riscos de nova pressão por mais gastos, que também podem vir de dentro do próprio governo.

CONJUNTURA

01 – Governo lança projeto para possibilitar abertura de empresas de forma virtual em um dia

 
O Ministério da Economia iniciou um projeto, chamado de “balcão único”, que visa possibilitar a abertura de empresas de forma virtual em apenas um dia. Atualmente, o tempo médio de abertura de empresas no país é de mais de 17 dias.
 
De acordo com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, o novo sistema, já implementado no município de São Paulo, possibilita a coleta de todos os dados necessários para o funcionamento da empresa por meio preenchimento de um formulário eletrônico único, disponível na internet.
 
“Todos os passos necessários para o registro e funcionamento do negócio poderão ser realizados em um único procedimento, de forma on-line, com respostas automáticas, e sem custo. É, sem dúvida, uma revolução na abertura de empresas no Brasil”, avaliou o diretor do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração, André Santa Cruz.
 
Anteriormente, em São Paulo, o empreendedor tinha que entrar em quatro portais diferentes – dois no governo federal, um no estado e um no município – para realizar o registro e dar início ao funcionamento da empresa, além de realizar outros sete procedimentos, informou o governo federal.
 
Com o novo sistema, tudo poderá ser feito em um só ambiente virtual: recebimento das respostas necessárias da Prefeitura; registro da empresa; obtenção do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e inscrições fiscais; desbloqueio do cadastro de contribuintes; recebimento das licenças, quando necessárias; e ainda o cadastro dos empregados que serão contratados. Também permitirá que os empreendedores possam, no momento da abertura da empresa, realizar o cadastro de empregados pelo e-Social.
 
Após São Paulo, segundo o Ministério da Economia, o projeto deverá ser estendido ao município do Rio de Janeiro (RJ). Depois, para todo o país. Ainda não há data definida para isso ocorrer. De acordo com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, os sistemas dos estados ainda têm de ser adaptados, mas há demanda por parte dos governos estaduais.
 
O novo sistema para abertura de empresas, de acordo com o Ministério da Economia, permitirá que o Brasil ganhe posições no ranking Doing Business, do Banco Mundial, quanto à facilidade de fazer negócios. Atualmente, o Brasil ocupa a 138ª posição no quesito “abertura de empresas”, entre os 190 países avaliados.

INDUSTRIA

01 – País perdeu uma multinacional a cada três meses desde 2018, da indústria ao varejo

 
A decisão da Ford de não mais fabricar veículos no Brasil — a produção totalmente nacional vinha desde a década de 1950 — surpreendeu empregados e até o governo, mas não é caso isolado. Nos últimos três anos, pelo menos outras 14 companhias internacionais, da indústria ao varejo — também anunciaram o fim de atividades no país, segundo levantamento feito pelo GLOBO.
 
São empresas de diferentes setores, com estratégias globais distintas, mas que foram afetadas aqui por algo em comum: o ambiente de negócios, marcado pelo complexo sistema de impostos, incerteza jurídica, e a instabilidade política que afeta o câmbio e eleva juros e riscos.
 
Sem falar nas deficiências crônicas de infraestrutura e na estagnação da economia, que já tinha dificuldades de retomar o fôlego após a recessão iniciada em 2014 quando foi atravessada pela pandemia. As projeções indicam uma retração do PIB de 4,5% no ano passado.
 
Todos esses fatores, que costumam ser resumidos na expressão Custo Brasil, têm reduzido o apelo que o país sempre exerceu por ser um grande mercado consumidor, dizem analistas. Hoje, uma população de mais de 200 milhões de pessoas pode ser atraente para vender produtos, mas não necessariamente para se produzir aqui. O PIB per capita caiu cerca de 9% desde 2014, o que significa redução no poder de compra dos brasileiros.
 
As indústrias transnacionais, que atuam globalmente, dividem sua produção pelo mundo. Mas a parte mais avançada da tecnologia fica na matriz, observa Nelson Marconi, coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo da FGV-SP:
 
— Se a economia de uma região não cresce e a demanda cai, a empresa encerra a produção ou deixa o país. Não adianta ter um mercado consumidor potencialmente grande se a economia não cresce.
 
Sem vaga:quatro histórias de quem perdeu emprego na indústria
 
Antes de anunciar o fechamento de suas três fábricas remanescentes no Brasil, a Ford já tinha baixado as portas da emblemática unidade de São Bernardo do Campo (SP), em 2019, com o fim da produção de caminhões. Agora, vai vender aqui o que produz em países vizinhos, como a Argentina.
 
No fim de 2020, a Mercedes-Benz anunciou que deixaria de produzir automóveis na fábrica de Iracemápolis (SP). A Sony decidiu fechar sua fábrica de televisores e câmeras em Manaus em março do ano passado. Vendeu a unidade para a fabricante brasileira de eletrodomésticos Mondial.
 
Falta inovação
 
Em 2018, outras duas japonesas desistiram do país. A Nikon, de equipamentos fotográficos, e a cervejaria Kirin, que vendeu sua operação para a Heineken. Nessa revoada também estão os laboratórios Roche, que vai fechar sua fábrica no Rio, e Eli Lilly, que deixou São Paulo.
 
 No varejo, grandes redes mundiais como Walmart e Fnac também se retiraram. A start-up americana Lime, de patinetes, foi embora em janeiro de 2020, seis meses após desembarcar aqui.
 
Os investimentos estrangeiros no Brasil caíram 48% entre o primeiro semestre de 2019 e o de 2020, quando somaram US$ 18 bilhões, segundo a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad). A pandemia impactou o fluxo, diz a Unctad, mas a baixa competitividade do país e a dificuldade de deslanchar privatizações também contaram.
 
A participação de estrangeiros na compra de empresas no Brasil, que já foi de 50,9% em 2015, caiu para 23,6% em 2020, mesmo com condições favoráveis, como o câmbio, segundo estudo da consultoria PwC.
 
O Brasil vem deixando de atrair o interesse de grandes grupos estrangeiros, especialmente na indústria, por falta de competitividade e produtividade, o que é agravado pelo baixo investimento em inovação, diz o professor de Economia do Insper Otto Nogami:
 
— Nas últimas décadas, o governo não priorizou o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Do ponto de vista dos custos, produtividade e competitividade são essenciais para atrair e manter empresas estrangeiras. Hoje, o enfoque é tecnologia. Se não há um ambiente para o desenvolvimento de tecnologia, as empresas saem ou nem vêm.
 
Ele avalia que a instabilidade do real frente ao dólar, em boa parte atribuída à falta de sinais claros do governo sobre sua estratégia para controlar as contas públicas e avançar nas reformas estruturais, também é um fator que assusta o capital estrangeiro.
 
Impede que o investidor tenha previsibilidade, um quesito chave para as empresas. Portanto, não será surpresa se outras grandes estrangeiras saírem em breve, alerta Nogami.
 
Peso simbólico
 
A participação da indústria no PIB do país está próxima da de países desenvolvidos como EUA ou Alemanha, explica o gerente executivo de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca. A diferença é que a queda dessa participação por aqui foi muito forte, especialmente na década de 1990, sem que o país tenha um setor de serviços tão desenvolvido, mais focado em tecnologia.
 
Para Fonseca, a saída da Ford tem um peso mais simbólico do que de fato impacto no PIB:
 
— Outras empresas automobilísticas vão ocupar o lugar da Ford. O que preocupa é o fato de várias empresas estarem saindo do Brasil.
 
Além do atraso na reforma tributária, a complexidade do sistema e mudanças constantes nas alíquotas de impostos também dificultam planejar investimentos aqui, observa Luis Carlos dos Santos, diretor da Mazars, uma consultoria empresarial.
 
No início deste ano, o governo de São Paulo aumentou a alíquota de ICMS para veículos novos de 12% para 13,33%. E o imposto subirá para 14,5% em abril.

SETOR

01 – Gasolina já está até R$ 0,20 mais cara em postos do Rio

 
A Petrobras anunciou aumento de mais de 8% na gasolina na última terça-feira (dia 19). Esse percentual é relativo ao preço praticado nas refinarias, distante da realidade das bombas. No entanto, consumidores que foram abastecer na tarde do mesmo dia já sentiram o impacto no bolso. Em alguns postos, a elevação chegou a R$ 0,20.
 
Nos primeiros dias de janeiro, de acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a gasolina era comercializada ao preço médio de R$ 4,786 nos postos brasileiros — valor 1,92% mais caro do que a média por litro no fechamento de dezembro e acima do registrado em todo o ano passado.
 
Desde maio, quando o combustível teve o seu menor preço em 2020, o acréscimo foi de 19,5% na média nacional. Nesta semana, depois de mais um aumento, já era impossível no Rio de Janeiro encher o tanque pagando menos de R$ 5 por litro.
 
Ainda segundo a Ticket Log, neste mês de janeiro, tanto a gasolina mais cara como a mais barata do país foram encontradas na Região Norte. No Amapá, que tem o menor preço do Brasil, o combustível é comercializado a R$ 4,243, em média. No Acre, estado com o litro mais caro, a média é de R$ 5,207. Apenas o Rio de Janeiro também registra valores acima de R$ 5. No estado, o litro da gasolina estava cotado a R$ 5,093, em média. Isso antes do aumento do dia 19.
 
O EXTRA fez um levantamento em postos da Zona Norte e da Zona Sul da cidade para saber a quanto estava sendo vendida a gasolina na última terça-feira. O valor mais caro, de R$ 5,528, foi encontrado em um posto Ipiranga localizado na Lagoa. Já os mais baratos foram encontrados na Tijuca e na Praça da Bandeira: em um posto de bandeira branca, onde a gasolina era vendida a R$ 5,09; e em um estabelecimento BR, no qual o preço do combustível comum custava R$ 5,19.
 
Júnior Leite, que trabalha em um posto Shell há dois meses, conta que neste curto período já viu dois aumentos serem aplicados, sendo que o mais recente foi de R$ 0,20. E o frentista Wagner Costa acrescenta que há muitas pessoas que ainda estão desinformadas sobre o reajuste:
 
— A maioria dos clientes só descobre que teve aumento quando vê na bomba.
 
O policial militar Denis Souza, de 44 anos, reclamou dos constantes aumentos:
 
— Acho abusivo. Eu costumo gastar R$ 500 com gasolina por mês, mas decidi que agora vou passar a usar GNV.
 
fonte:
ABIMAQ
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